quinta-feira, 6 de maio de 2010

Meus 30 anos

“Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais (...)” ... Casimiro de Abreu

Eu poderia plagiar o grande mestre Casimiro, mas tomo emprestado suas palavras, para fazer as minhas, mas nada melhor que estas para descrever as emoções das recordações, nesta Semana completei meus 30 anos, e senti a vida realmente passar quando hoje me deparei com sentimentos, e "visões de futuro" e parei diante de um filme, e isso fez chorar, e lembrar de um tempo, em que era criança, e não pensava em futuro, e sempre no presente, onde andar de bicicleta, e jogar bola com os amigos eram as coisas mais importantes, e hoje, 30 anos depois, o que vejo, a um lado contas, nos outros trabalhos e mais trabalhos, para pagar as contas, e a frente???, gostaria de ter muitas coisas pra contar, como quando criança, como quando eu era uma cavaleiro de armadura reluzente espada na mão e lutava contra dragões, salvava princesas, ou quando voava entre as nuvens com minha toalha encantada no pescoço,  aiaiai... Saudades, saudades, saudades. 
Será que o preço do amadurecimento e ser Infeliz? Será que é obrigatório desistir de sonhar? será que se faz necessário desistir do que queromos?

Porque, porque e porque? 

as coisa pareciam mais fáceis quando criança. 

Quero Voltar.
Pena não poder, nem mesmo ficar em seus braços e esperar o sono chegar e ai poder tentar sonhar. 

Deixo essa musica para reflexão


Poema

Ney Matogrosso



Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

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